terça, 12 de junho de 2007

Odebrecht embarca na febre imobiliária

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Sem o mesmo estardalhaço que vem caracterizando as empresas de construção civil, a Odebrecht, o 12º maior grupo empresarial brasileiro, está ampliando de forma agressivasua presença no mercado imobiliário. Nesse momento a companhia está tocando 13 projetos de grande porte nas áreas residencial e comercial. Uma unidade de negócios voltada especificamente para o setor imobiliário, a Odebrecht Empreendimentos Imobiliários (OEI), foi reativada e vem ganhando força dentro da companhia a ponto de já se cogitar a criação de uma nova empresa. A unidade está subordinada à Construtora Norberto Odebrecht.

Odebrecht escalou Paul Altit, que ocupava a vice-presidência financeira da Braskem, para comandar essa nova operação. Altit foi um dos responsáveis pela reestruturação da petroquímica, controlada pela Odebrecht, e é considerado um executivo com bom trânsito no mercado financeiro.

Oficialmente a companhia não fala sobre seus planos no segmento imobiliário, mas executivos ligados ao grupo estimam que a Odebrecht deve lançar cerca de R$ 1 bilhão em empreendimentos residenciais e comerciais no país ainda nesse ano de 2007.

As operações estão concentradas em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Mas pelo ritmo de viagens que Altit tem feito nos últimos dois meses, a OEI deve fazer uma série de lançamentos em outros estados brasileiro. As apostas se concentram onde a companhia já atua como construtora. Isso incluiria estados nordestinos, do Centro-Oeste e possivelmente o Espírito Santo, que vem vivendo um boom imobiliário.

Além dos projetos desenvolvidos no Brasil, a Odebrecht também vem apostando no segmento imobiliário em Angola, um dos seus principais mercados no exterior. Hoje a companhia tem três empreendimentos em execução no país africano. Ao contrário da operação por aqui, os projetos em Angola são tocados diretamente pela divisão internacional da companhia e não pela OEI.

A Odebrecht é a segunda construtora de grande porte, especializada em obras de infra-estrutura, a entrar de forma consistente no segmento imobiliário. No ano passado a Camargo Corrêa voltou a dar força a sua divisão imobiliária e abriu o capital da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI).

Assim como a CCDI, a divisão imobiliária da Odebrecht vai atuar apenas como uma incorporadora. Na teoria significa que a divisão vai apenas desenvolver os empreendimentos, adquirir os terrenos e controlar a comercialização. A construção em si será feita por terceiros. Na prática, as obras devem ser tocadas pela construtora Odebrecht.

Mas há a possibilidade concreta de outras empresas fazerem esse serviço, principalmente em mercados onde a companhia não atua. “A incorporadora vai sempre buscar o que for mais interessante do ponto de vista econômico”, afirma um executivo próximo à operação.

A Odebrecht tem focado seus lançamentos no mercado de médio alto e alto padrão. Apesar de não revelar números, o mercado estima que o preço médio dos apartamentos e casas lançadas pela empresa não deva ficar abaixo dos R$ 500 mil.

Os empreendimentos estão sendo lançados primordialmente em áreas nobres de São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e na região do complexo turístico baiano de Sauípe.

Mas há quem aposte que a empresa deve começar a mudar o foco em direção à classe média. O primeiro passo nessa direção deve ocorrer em São Paulo, onde a empresa vem prospectando negócios em cidades de grande densidade populacional no interior do estado.

A estimativa de executivos da empresa é de que o estado de São Paulo concentre cerca de 45% dos lançamentos programados para 2007.

No início do ano a Odebrecht formou uma joint venture com a Gafisa para atuar na área de loteamentos urbanos para a classe média baixa. Batizada de Bairro Novo, a joint venture vai se especializar em complexos residências em áreas periféricas de grandes cidades. Cada complexo terá, no mínimo, mil residências, podendo chegar a cinco mil casas. Esse projeto, no entanto, não está ligado a OEI, já que caberá a Odebrecht realizar apenas as obras de infra-estrutura.

Fonte: Valor Econômico

 



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